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Listen like nobody's watching

A mulher que ama música.

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A mulher que ama música.

A 'girl like you' do Toro y Moi

Girl like you. Toro y Moi. Boo Boo, 2017. Recordo o dia em que me a mostraram. Um viva às pessoas fixes que me mostram coisas [boas]...! Passava na Antena 3, mas até ao momento ainda não tinha passado por mim.
Recordo o dia. Gostei logo. A sensação era diferente da de hoje. Quando quero voltar lá, vou ouvi-la. Estava esquecida desde o início do ano. Por mero acaso, voltei a ouvir e voltei à nostalgia. Considero-me para a "frentex", mas com aquele gostinho de ir lá atrás ver "Está tudo resolvido? Está. Vamos então". É um pouco do saber em que ponto se está, do que já se fez e do (muito) que ainda há a fazer quando se tem metas. 

 

Quem não é um pouquinho nostálgico, vazio é. Um pouco chato, desinteressante. A profundidade de uma boa nostalgia tem muito que se lhe diga. Reconhece-se um nostálgico à distância. O nostálgico reconhece um seu semelhante. Nostálgico é aquele que sente, sente o essencial da vida, diria até. Acredito que as boas recordações devem ser preservadas, mesmo que não se queira que o presente lá volte a morar [onde outrora estivemos]. Preservar a essência da liberdade da infância, de umas férias de verão intermináveis ou de uma Avó. Certo é que nem todos querem ou podem ser nostálgicos, ou porque custa enfrentar um passado ou porque não traz retorno. Ou boas sensações. É legítimo.

 

Contudo, quando se tem das boas, porque não relembrar com ternura até. Sou daquelas que precisa de ficar de consciência tranquila. Do que fica resolvido - mesmo que unilateralmente - já é bónus. Da sensação de sentirmo-nos serenos com a realidade, mesmo que mais ninguém sinta. Aceitação. A nostalgia ajuda. Após uma dose certa de instrospecção consegue-se sempre seguir. Resolve (nos).