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Listen like nobody's watching

A mulher que ama música.

Listen like nobody's watching

A mulher que ama música.

Do que se ouve em trabalho(s): AIM.

 

Lisboa. 27.07.2018. Antes de mais, desculpas pela ausência que se deveu a motivos pessoais.

Começarei: sempre que se precisa de manter a atenção, tendemos a ouvir uma ou outra coisa. Contenção. Concentração. Chave: música da boa. Chamemos a instrumental, de preferência. Coisas que permitam ignorar uma ou outra voz. Assim se fazem os bons momentos de concentração que, por sua vez, levam a fascinantes trabalhos - esperamos nós, numa visão romanceada da coisa. Circunstâncias criadas: é fazer nascer.

 

A vida é, o mais das vezes, isto. Apesar das tamanhas - e diversas - plataformas sociais a distrair-nos, obriga a manter-nos "focados" em variadíssimas actividades. Ao mesmo tempo, pede-nos tamanha força sobrenatural para nos entregarmos de corpo e alma a uma só alma, trabalho, momento. Prefiro viver um momento de cada vez. À vez, se possível. Tamanha energia dispensada de se querer tudo e mais alguma coisa agora, para já, de uma só vez. Desculpem se difiro do comum mortal. Gosto de aproveitar o que deve ser apreciado. Ir ao ponto, ao essencial.

 

AIM é daqueles que deixam acontecer. Deixa viver o momento como se pretende. Deixa criar por inteiro. Ajuda a esquecer as futilidades e dar lugar ao presente. As distrações, as sensações, os chatos (e chatas que só falam do estado do tempo e afins - haja paciência). Como quem faz uso do mindfulness. Meditação e ou Yoga. Curiosamente, um dos seus sons intitula-se "Concentrate".

 

É assim que a impossibilidade de conciliar meditação e trabalho nos conduz a AIM. "He is a British musician, DJ and producer, who was born in Barrow-in-Furness". De 47 anos, mais que percebe do que faz. Deixa-se marcar pelo jazz ouvido em criança, já que era filho de músico jazzístico. O jazz traz tal percepção e bagagem ao nível dos sons e dos tempos rítmicos que se nota absolutamente genial. E, a meu ver, quem de lá sai, vem preparado para qualquer género musical a seguir. Com todo o seu engenho, apresenta-nos o trip hop. Dizem os entendidos, tratar-se de uma variedade de hip hop aliada à electrónica. Andrew Turner começa a sua carreira musical, em 1989, como DJ de rap. Mas é, em 1995, que vem para ficar com o projecto AIM.

 

Já falei aqui que sou fã de coisas boas que se fazem de um modo tecnologicamente testado. Testado porque funciona. Seduz-me pouco ou nada o preconceito. Então, na música, a ausência dele é só bem vinda no momento de alargar horizontes e abrir a mente para experimentações! É ao seu jeito que Turner brilha no seu domínio absoluto da música electrónica. Do seu trabalho, a maior parte é instrumental, embora muitas gravações suas incluam vozes como Stephen Jones de Babybird, Diamond D, Souls of Mischief, QNC and Kate Rogers. Para os anti música clássica, creio ser boa alternativa. AIM leva ao foco. Na criatividade em criar. É o que vos trago, para vós que igualmente pedem uma inspiração divina de quando em vez...

 

 

Todas as músicas do Blog aqui: https://open.spotify.com/user/joanaroqueee/playlist/2dlHk1SvG39g04fYBrUAt8